quarta-feira, 29 de outubro de 2008

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Se pudesses imaginar o tempo que passo
De face colada ao teu retracto
A decorar os desenhos e contornos do teu rosto
Com medo que se apague a lembrança
Da ternura que transmite o teu olhar
Ou a doçura que transpira do teu sorriso

Se pudesses imaginar o tempo que passo
A relembrar as tuas doçuras
Os teus beijos quentes e suaves
Os teus carinhos as tuas loucuras
O teu toque que me causa sensações de êxtase
O teu olhar que só por si me denuda

Farias com que o relógio marchasse
Numa marcha mais desperta
Porque eu sinto falta dos teus carinhos
Das tuas piadas malucas dos teus sorrisos
Dos teus beijos das tuas trincadelas
De me encostar ao teu peito e sentir o teu calor

De caminhar nesse deserto
Que é estar perdida no seio do teu amor
De te agarrar, te prender em meus braços
Te sufocar de carinhos, te espremer em meu peito
Escrever os nossos nomes numa árvore, ou na areia
Entrelaçarmos os dedos e sentirmo-nos... um só!


Bombom,
Sigo caminhando.... e em cada passo a saudade... a lembrança e o desejo de teus beijos, espero tuas palavras...espero teu olhar, teus lábios, como se fosse sempre a primeira vez e sempre a última, sempre foi assim, e sempre será.
<< És o meu amor>>

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Para Sempre



Amor de minhas entranhas,
morte viva,
em vão espero tua palavra escrita
e penso, com a flor que se murcha,
que se vivo sem mim quero perder-te.
O ar é imortal.
A pedra inerte
nem conhece a sombra
nem a evita.
Coração interior não necessita
o mel gelado que a lua verte.
Porém eu te sofri.
Rasguei-me as veias,
tigre e pomba, sobre tua cintura
em duelo de mordiscos e açucenas.
Enche, pois, de palavras minha loucura
ou deixa-me viver em minha serena
noite da alma para sempre escura.

(García Lorca)

Bombom,
Longe ou perto...sempre você... os dias ou as décadas, a mim nada importam. Sua pele ainda está em minhas mais ternas lembranças, não destes anos, mas das eras q se passaram.
<<És o meu amor>>

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Navegar contigo




Uma casca apenas
na impalpável imagem dos signos
com que se sonha soando alto
uma canção na quietude do rio
e com a canção
um barco despregando-se
foge tu visitante casual destas paragens
se não queres queimar-te na fogueira silenciosa
a não saciada sede do puro instinto
lhe há dado nascimento
apesar dos montes de ossos
sobre um rio sem água
porque já estava no inferno
e desperto no ventre de uma garrafa transparente
como uma melodiano meio da noite iluminando um pântano
esse rio da minha infância
aquele farol sob a chuva
ou só o barco de papel que recuperei
da corrente
e agora treme em minhas mãos
mais além do intimo vela-me
lhe espera o labirinto
de outro imenso mar
onde as borboletas não hão de chegar
podes então gritar todos os gritos
que não grito
una precária palidez de nossos dias
assim navegue em círculos
dentro do olho cego da esfinge
tudo na breve eternidade
está escrito na água.
(Antonio Terán Cabrero)


Bombom,
Escrito nas águas...em chuvas ou em lágrimas, no lago calmo dos dias... no banho noturno a pensar em tua pele, em nossas fotos, em tudo.
<< És o meu amor>>